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A Cozinha Verde

A Cozinha Verde, da autoria de Filipa Range, tem como principal missão inspirar para a adoção de hábitos alimentares mais saudáveis e sustentáveis, através da cozinha vegan.

Dom | 21.06.20

Sobre mim

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O dia em que me tornei vegan

 

Tomei a decisão de adotar este estilo de vida em 2013, depois de ver o documentário Earthlings. Até esse dia, pouco sabia sobre esta ideologia de vida.

 

Este documentário aborda de forma crua e muito gráfica (nem todos conseguem ver até o fim) a temática da exploração animal. Para além da questão animal, aborda também aspetos essenciais como a saúde e o impacto no meio ambiente.

 

Até àquela data, nunca tinha parado para pensar no impacto que as minhas escolhas alimentares e de lifestyle tinham na vida de outros seres vivos, e de que forma isso afetava a minha saúde e o planeta.

 

Decidi tornar-me vegan e de um dia para o outro comecei a fazer uma alimentação 100% vegetal. Deixei de comprar roupas e calçado feito com peles de animais, preferindo os tecidos mais naturais e orgânicos, provenientes de comércio justo. Os produtos de cosmética e limpeza da casa passaram também a ter escrito no rótulo not tested on animals e ganhei preferência por opções mais amigas do ambiente.

O que começara com uma motivação ética, rapidamente se tornou num estilo de vida saudável que melhorou significativamente a minha vida.

 

Ler aqui "Três motivos para adotar uma alimentação vegan"

 

 

A minha alimentação

bolinhos

 

A alimentação vegan (ou estritamente vegetariana) exclui todos os alimentos de origem animal do prato. Refiro-me ao peixe, à carne, aos laticínios, aos ovos e ao mel.

 

Os benefícios desta alimentação (se for bem planeada) resultam essencialmente da ingestão nula de proteínas de origem animal, e o colesterol e gordura associados, bem como da ingestão superior de vitaminas, hidratos de carbono complexos, fibras, magnésio, ácido fólico, carotenóides e outros fitoquímicos importantes presentes nos alimentos de origem vegetal.

 

No entanto, importa referir que a adoção de uma alimentação vegetal não significa, por si só, ser mais saudável. Um vegan pode fazer uma alimentação 100% vegetal desequilibrada e deficitária em nutrientes, com uso excessivo de alimentos processados e ricos em gorduras, sal e açúcares refinados (ex: fritos, refrigerantes, refeições ultracongeladas). Os benefícios associados à alimentação vegan ou vegetariana têm em consideração um individuo que faça uma alimentação equilibrada e variada, rica em frutas, hortícolas, leguminosas, algas, oleaginosas e cereais integrais.

 

Aproximadamente 80% da minha ingestão calórica diária é feita através destes alimentos. Dou preferência a produtos frescos e da época, locais e biológicos. Na restante percentagem incluo alguns alimentos processados como as bebidas, queijos e iogurtes vegetais, tofu ou seitan.

 

Dou muita atenção aos rótulos dos produtos processados e tento que estes sejam sempre o menos prejudiciais possível. Consigo todos os nutrientes necessários através da alimentação, à exceção da vitamina B12 e vitamina D que suplemento. 

 

Ler mais alimentação e estilo de vida vegan no livro "A Cozinha Verde".

 

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Mudar de vida

 

Licenciei-me em Gestão de Empresas em 2008 e comecei a trabalhar na KPMG como auditora financeira. Trabalhei nesta área cinco anos, mas recordo que nos últimos dois já tinha chegado à conclusão de que aquele trabalho não me satisfazia nem estava alinhado com os meus ideais. No entanto, não sabia que rumo seguir. Desde muito cedo sonhava em ter o meu próprio negócio. Mas o medo do desconhecido bloqueava o meu desejo de sonhar mais alto. No pico da minha insatisfação profissional, decidi investir numa pós graduação em Gestão Hoteleira, uma área que me apaixonava desde muito nova.

Esta foi também uma fase da minha vida de muita introspeção e trabalho pessoal, na procura pelo meu propósito de vida. 

Em 2013, com a descoberta do veganismo, descobri também uma nova paixão: a alimentação. Alguns meses depois, tomei uma decisão que implicou uma mudança significativa na minha vida. Despedi-me para me dedicar exclusivamente a criar este projeto, com o objetivo de inspirar outras pessoas para um estilo de vida mais saudável, sustentável e sem crueldade.

Comecei com o blog, a partilhar receitas e dicas relacionadas com este estilo de vida. Um ano depois surgiram os primeiros workshops e eventos, depois as entregas ao domicílio e os serviços de catering. Publiquei dois livros: "A Cozinha Verde" em 2018, que alcançou o 3º lugar nos Gourmand World Cookbook Awards 2019 e "Desafio vegan em 15 dias"  em 2019. 

 

 

Ⓒ2014 artur / by-artur.com Sara Castro Make Up

 

2 comentários

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    Anónimo

    02.10.18

    A agricultura nunca poderá ser perniciosa para o nosso planeta. O problema está no consumo extensivo e em massa, na agricultura em grandes extensões, a produção de carne de bovino e suíno sem falar nas aves em tal ritmo que a maior parte vive num espaço tão mínimo quanto uma folha a4.
    A minha forma de ver o planeta e o mal que lhe fazemos mudou muito desde que vivo na Alemanha, onde a carne não tem sabor, nem branca nem vermelha, deixa agua na frigideira, os frangos não sabem a nada, a não ser que se paguem preços exorbitantes no talho, talhos esses que desaparecem a olhos vistos, pois já não se consegue competir com os preços mais baixos das grandes superficies como o Lidl, Markauf e Aldi.
    Gosto de comer um bom bife em Portugal, peixe fresco é uma iguaria. Mas, aqui passei a optar mais por uma alimentação mais vegetariana porque não só me sinto mais saudável, como também por uma questão de consciência não posso aceitar a forma como os animais são tratados até chegarem aos nossos frigoríficos. A Alemanha que tanto controla, não consegue evitar que os grandes camiões que percorrem o pais de les a les com animais lá dentro, sem agua nem quaisquer condições passem despercebidos e cheguem ao seu destino sem uma multa sequer.

    Eu acho que cada um de nós deve dar o seu melhor pelo planeta. Controlar e dividir o lixo, até ha aqui inspetores que percorrem as ruas e verificam se o seu lixo domestico está bem arrumadinho, não chega e acho que este pais é um exemplo disso.

    Na ansia de tudo empacotar, de tudo regular incluindo o tamanho dos frutos e dos vegetais, a União Europeia com a Alemanha á cabeça caiu num tal exagero, que tudo o que compramos vem enrolado em plástico, caso dos pepinos vindos de Espanha ou da Holanda.
    Sao tantos os exemplos que aqui não deixaria espaço para mais ninguém.
    Apenas vos quero dizer, que respeito todas as formas de pensar e de agir, desde que essa filosofia de vida não prejudique ninguém ou o planeta.
    Não precisamos de imitar ninguém, as economias mais estáveis e os tais países de primeiro mundo não me dão neste momento o melhor dos exemplos.
    O que importa mesmo é que tudo tenha peso e medida. A saúde agradece e a Terra também.


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